PERFIL: Conheça um Pouco mais da Trajetória da Cantor Potiguar, Valéria Oliveira
Valéria Silva de Oliveira, filha das Rocas. Filha do sol, do sal, da terra. Voz doce de ouvir. Caçula de seis filhos, Valéria sempre gostou das cantorias entre amigos. Sorte deles. Ainda assim, tenros anos, seguiu os passos da “normalidade” e cursou Engenharia Civil na UFRN. A voz, ela só emprestava informalmente, fosse cantando no programa do radialista Martins Filho, na Rádio Cabugi AM, fosse nas intermináveis rodas de violão… Isso eram fins dos anos 80. |
Quando a década virou, a vida foi junto. Com o fim do curso, diploma de engenheira recebido, Valéria se percebeu danada no violão e no ouvido, o que a fez levar a música realmente a sério. Entre diversos festivais e projetos, apresentou-se no “Seis da Tarde”, atual “Seis e Meia”, onde, mais tarde, dividiria microfones com grandes nomes da MPB, como Leila Pinheiro e Renato Braz. O “Seis da Tarde”, aliás, foi palco de seu primeiro show-solo, “Quero mais”, em 1992. E ela realmente queria mais.
Em 97 lançou o primeiro disco, “Impressões”, um trabalho recheado de compositores potiguares, como Pedro Mendes, Babal e Galvão Filho. Essa, por sinal, é a tônica que rege o trabalho de Valéria Oliveira até hoje - a valorização do artista da terra. Dois anos após o lançamento de “Impressões”, resolve largar a carreira na engenharia e se dedicar exclusivamente aos acordes, decisão que se mostrou mais que acertada. Vieram mais discos, vieram as turnês de sucesso pelo Brasil e pelo mundo - Suíça, Estados Unidos e Japão, onde conheceu o produtor Kazuo Yoshida, parceiro musical até hoje e figura de extrema importância em sua carreira.
Em “Leve só as pedras” (2007) a artista deixa fluir a veia da composição. Com repertório quase que exclusivamente autoral, o álbum arrancou elogios e aplausos de Luiz Fernando Vianna, da Folha de S. Paulo, e de Nelson Motta, crítico e produtor musical de renome internacional, além de diversos veículos especializados mundo afora. Valéria, engenheira que é, edificou com maestria uma carreira consistente, repleta de momentos mágicos: de críticas, sempre positivas, nos mais importantes veículos de comunicação do País, passando por shows antológicos ao lado de nomes como Edu Lobo, João Bosco, Khrystal, Simona Talma, Luiz Gadelha, Ângela Castro e tantos outros, até a consagração não só como intérprete, mas também como compositora e produtora de talento inquestionável.
Fonte: Solto na cidade
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